
A cozinha de uma Casa de Candomblé é um espaço onde tudo se torna sagrado. Não se deve falar alto, gritar, cantar, dançar ou ouvir músicas que não sejam do Santo...e dependendo do que está sendo feito, não deve ter a presença de pessoas não iniciadas.
Ali se aprende muito mais que o ponto certo de um prato, como por exemplo: que não se mexe a comida do Orixá com outra colher que não seja a de pau, que não se dá as costas para o fogo, que não se joga água no fogo, que a presença de determinadas pessoas pode fazer desandar a comida...aqui tudo ganha significado.
A cozinha é uma grande escola, onde se aprende as mais antigas tradições do Culto aos Orixás: o que se oferece, o que não se oferece, o que se come, o que não se come, como se come, com quem se come...
São inúmeros os ingredientes e objetos ali utilizados. Apenas como exemplo, o azeite de dendê e a pimenta, que são ingredientes quentes, no que se refere ao paladar.
Em seu livro, Os Nagôs e a Morte, Juliana Elbein dos Santos, classifica os sangues em: branco, vermelho, e preto. Estando as cores ligadas ao sentido da visão. É um bom livro e inclusive recomendo, tendo essas três cores uma grande importância dentro do Culto.
Porém, Juliana Elbein não faz nenhuma classificação no seu livro, em relação aos outros 4 sentidos: paladar, audição, olfato, e tato. Incompleto, Os Nagôs e a Morte é apenas "parte de um trabalho", que em sua totalidade vai muito além do conteúdo do livro.
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